A FLOPEN, constituída em Novembro de 2001, atravessou um período de afirmação e divulgação técnica até 2004, altura em que através da aposta na prestação de serviços de qualidade conseguiu chegar até ao produtor e proprietário florestal numa óptica da promoção da gestão florestal economicamente viável, socialmente aceite e ecologicamente defensável.
Em 28 de Fevereiro de 2002, a FLOPEN através da Eng.ª Helena Cravo, procede à entrega de uma candidatura ao Programa AGRIS Acção 3 – Gestão Sustentável e Estabilidade Ecológica das Florestas Sub-Acção 3.1 – Instalação de Organizações de Produtores Florestais.
Finalmente em 25 de Novembro é aprovada e assinada a referida candidatura.
A Direcção da FLOPEN, conjuntamente com o Eng.º Nuno Morais, dá início à execução física e financeira do Programa de Apoio em 1 de Março de 2003.
Em 26 de Maio de 2003 a FLOPEN, conduzida pelo Eng. Nuno Morais, entrega uma candidatura ao Programa Sapadores Florestais para a constituição de uma Equipa.
Em 1 de Março de 2004, a FLOPEN contrata o Eng. Pedro Peão como Responsável Técnico pela Entidade. Simultaneamente, a FLOPEN vê aprovada a sua candidatura à constituição de uma Equipa de Sapadores Florestais, composta por cinco elementos, com formação profissional específica para a realização de operações de Silvicultura Preventiva e técnicas de 1.ª intervenção e rescaldo a incêndios florestais.
Em Junho de 2004, a Flopen passa a fazer-se representar na Comissão Especializada em Fogos Florestais (CEFF) que posteriormente foi extinta dando lugar à Comissão Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios (CMDFCI) em Novembro do mesmo ano pelo Eng. Pedro Peão.
Em Agosto de 2004, deu início à execução física e financeira do Projecto AGRIS 3.4 ZIF Serra do Espinhal, projecto elaborado pela Flopen em Março de 2004 e aprovado em 16 de Junho de 2004, no montante global de 894.444,32€.
A Flopen fica então responsável pela rubrica de Elaboração do Plano Orientador de Prevenção, Cartografia Digital e a Silvicultura Preventiva no valor global de 453.692,65€.
Em Dezembro de 2004, fruto das necessidades demonstradas pelos seus Associados, a FLOPEN apresenta uma nova candidatura à constituição de uma Equipa de Sapadores Florestais.
Em 17 de Dezembro de 2005, são inauguradas as instalações provisórias da FLOPEN no edifício da Sociedade Filarmónica do Espinhal e é efectuada uma revisão estatutária que prevê entre outros aspectos, a constituição de um Núcleo da FLOPEN no concelho de Condeixa-a-Nova, a ampliação da abrangência territorial da Associação a todo o território nacional e a definição estatutária do cargo de Director Executivo, cargo para o qual é nomeado pela Direcção, o Eng.º Pedro Peão.
Em Abril de 2006, foi elaborado um projecto de candidatura ao Fundo Florestal Permanente, Área 1 – Prevenção e Protecção da Floresta contra Incêndios, Acção 1.1. – Intervenções de Silvicultura Preventiva e outras Operações de Redução de Combustíveis preconizando um plano de acção no âmbito da silvicultura preventiva, nomeadamente a gestão de combustíveis em áreas envolventes aos aglomerados populacionais e industriais (262ha) até uma distância máxima de 100 metros, estabelecimento de faixas corta-fogo pelo aproveitamento de estradas, caminhos e estradões florestais intervindo ao nível da banda lateral numa largura máxima de 10 metros para cada lado da infra-estrutura (37ha), e manchas de descontinuidade em zonas de cumeada com recurso à técnica de fogo controlado (70ha).
O projecto contempla uma área de intervenção total de 369ha para uma proposta orçamental de 320.600,00 euros.
Em Junho de 2006, a FLOPEN é formalmente designada gestora das propriedades florestais (23 ha) do Centro Hospitalar de Coimbra.
Em Agosto de 2006 a FLOPEN concebe o seu Website com a seguinte denominação www.flopen.org.
Em Setembro de 2006 a FLOFEN colaborou com a Direcção Geral dos Recursos Florestais no Projecto Agris 3.4 - Prevenção de Riscos Provocados por Agentes Bióticos - Gonipterus scutellatus.
De Junho a Outubro de 2006, a FLOPEN desenvolve o projecto que consiste na implementação de uma rede de parques de recepção e acondicionamento de biomassa florestal para fins energéticos e material lenhoso no concelho de Penela. O primeiro parque começa nesta data a ser implementado na Freguesia do Espinhal.
Em 29 de Dezembro de 2006, é realizada uma revisão estatutária de forma a tornar nacional o âmbito da FLOPEN, de acordo com o exigido pelo FSC.
Em Janeiro de 2007 a FLOPEN em parceria com o Município de Coimbra promove a Campanha Reflorestar Coimbra, estimulando os proprietários florestais deste concelho a reflorestar propriedades ardidas pelo incêndio de 2005.
Em Março de 2007 a FLOPEN apresenta uma aplicação Web desenvolvida por si, em parceria com a PotsDesign, de denominação CERNE, de modo a suprir a necessidade de substanciar todo a informação pertencente a uma organização de produtores florestais, numa base de dados integrada.
Em Maio de 2007 a FLOPEN é convidada oficialmente para participar na Comissão Municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios.
Mantém protocolos e acordos de colaboração com as entidades CELPA (Associação da Indústria Papeleira), CELBI (Celulose Beira Industrial, S.A.), Silvicaima (Sociedade Silvícola do Caima), Junta de Freguesia do Espinhal, CENTRO PINUS (Associação para a Valorização da Floresta de Pinho) e a Autoridade Florestal Nacional – Direcção Geral dos Recursos Florestais que visa …….
O Grupo de Gestão Florestal FLOPEN (GGFF) representa a Unidade de Gestão Florestal que implementa um conjunto de regras que caracterizem um modelo de gestão florestal aplicável às áreas sob responsabilidade dos membros do Grupo, em conformidade com os Princípios e Critérios do FSC (Forest Stewardship Council), de forma consistente e duradoura.
A Sativa/Woodmark, empresa certificadora acreditada pelo FSC, procedeu à auditoria final do GGFF nos dias 9 e 10 de Maio; 20 de Junho; 17 e 18 de Julho de 2007, não tendo sido levantadas não conformidades graves que impedissem a emissão do certificado de grupo. Assim a 19 de Outubro de 2007 o GGFF obteve a certificação da gestão florestal praticada.
O Grupo é formado por 44 aderentes que comprovam a posse ou titularidade das propriedades florestais em 774 hectares. As ocupações estão distribuídas em 48% de eucalipto e 41% de pinheiro bravo. Os restantes 11% são ocupados por povoamentos mistos de carvalho negral, carvalho português, carvalho americano, (Quercus ssp.) sobreiros, ciprestes (Cupressus ssp.) e outras folhosas.
A FLOPEN é a primeira Organização de Produtores Florestais a ver a sua gestão certificada e a primeira entidade na Península Ibérica a trazer para o Mercado produtos florestais de origem certificada pelo FSC baseados num certificado de grupo.
Em Março de 2008, o seu então Director Executivo, Engº Pedro Peão, é substituído pelo Engº. João Ribeiro. Neste mês, a FLOPEN, torna-se vice-presidente da Federação dos Produtores Florestais de Portugal, da qual já é filiada desde 2006.
Em Abril de 2008, é iniciada uma nova valência destinada aos associados da FLOPEN, o apoio jurídico. Neste mês é também iniciada uma nova versão do software CERNE, denominado CERNE PME, destinado às pequenas e médias empresas.
No dia 8 de Maio a FLOPEN assina um protocolo com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Rural e Florestas e a Direcção Geral dos Recursos Florestais a fim de cooperar na luta contra o Nemátodo da Madeira do Pinheiro (NMP). Em 29 de Maio de 2008, é comercializada a primeira madeira de eucalipto com certificado FSC.
Em 29 de Maio de 2008, é efectuada o corte e posterior comercialização da primeira madeira com gestão florestal certificada pelo FSC. Esta madeira com gestão certificada, foi a primeira madeira resultado de uma gestão certificada de grupo, com origem numa Associação de Produtores Florestais.
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É uma Associação sem fins lucrativos e de duração indeterminada, tendo por objectivos os seguintes valores:
:: a valorização, protecção e conservação do património florestal do Concelho de Penela e Condeixa, enquanto meio de desenvolvimento rural integrado, através da criação de um serviço de extensão florestal que vise o desenvolvimento florestal dos Concelhos em que exerce actividade e da região do Pinhal Interior na perspectiva do desenvolvimento rural integrado;
:: contribuir para a formação e informação dos produtores e proprietários florestais;
:: fomentar a elaboração de projectos de arborização, rearborização, beneficiação e infra-estruturas florestais, bem como parcerias com outras entidades;
:: apoiar os Associados na valorização dos seus recursos florestais;
:: reforçar a cooperação institucional entre as autarquias locais e intermunicipais, entre várias associações concelhias e interconcelhias, escolas, cooperativas, técnicos florestais e outras entidades de interesse para assegurar uma efectiva prestação de serviços de gestão e defesa florestal nos espaços em que labora, assim como na Região do Pinhal Interior;
:: representar os seus associados junto da administração pública e de organizações florestais similares de âmbito local, regional ou nacional, bem como em negociações com outros parceiros da fileira florestal, quer directamente, quer por intermédio de estruturas associativas de grau superior;
:: fomentar outras iniciativas tendentes à valorização, protecção e conservação da floresta, no âmbito do desenvolvimento rural e todas as demais compatíveis com os presentes estatutos e com a legislação em vigor.
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